Considerações sobre um livro que por uma coincidência caiu na minha mão...na verdade nada é por um mero acaso...rs Vou compartilhar alguns trechos da msg escrita de "A última carta do Tenente - Willian Douglas".
Em agosto de 2000, um acidente com o submarino russo Kursk fez com que marinheiros ficassem presos sem que houvesse tempo para salvá-los, qdo finalmente os corpos foram resgatados, no bolso do uniforme de um deles, foi encontrada uma mensagem para a sua mulher, escrita nas poucas horas que lhe restavam.
...olho para os meus dias passados e presencio, uma segunda vez, as oportunidades perdidas, as traições que cometi, as vezes em que deixei de amar quem me dava amor. Não compreendo a razão de ter insistido tanto em amores que não me deram sinais claros de que não estavam dispostos a ser meus como eu queria. Sinais que desprezei, levado por esperanças tolas achando que nossa vontade pode conduzir todos os milagres pós-humano a que não temos acesso. Somos pequenos, frágeis, curvos gravetos na terra.
...sofri mais por não reconhecer minhas fragilidades do que por conta delas mesmas.
...sempre tive chances de mudar as rotas, alterar destinos, quebrar as regras, mudar de vida, zerar odômetro, quebrar velocímetro, reduzir, acelerar, dar uma guinada em qq pensamento, pessoa, circunstância, sempre pude brincar com o meu destino. Hoje não, a vida se encerra como uma peça teatral onde sorri e chorei, onde vaiei e aplaudi. E agora, quando a cortina desce , é que vejo que sempre pode escolher quando ser o ator principal, coadjuvante ou só platéia. A vida não tem ensaio. É espetáculo que estreia todo dia.
...confesso que tenho medo do pai e da mãe que andam dentro do meu corpo e de minha história; medo de me permitir reprisar seus erros, recontar suas histórias. Deles só quero lembranças, a herança boa que me deixaram. É difícil escrever uma nova história que os honre, que legue as gerações futuras menos medo e mais conquistas. Se voltasse, se o ferro boiasse, se o mar secasse, se tudo mudasse, ah meu amor, eu não construiria muros; eu deixaria cada um ser como é e amaria assim msm. Eu poria a mão no ombro de quem chora, sem a indelicadeza de antes julgar seus merecimentos. Ensinaria , sim, daria alguns conselhos, minha opinião, se fosse indagado, mas faria tudo com leveza.
...quero ser lembrado como alguém que desejou ardentemente achar o caminho para a felicidade e se perdeu na estrada várias vezes. A felicidade estava, ironicamente, na próxima estrada, deitada entre os dias bem vividos.
...descobri que meu espírito é o meu maior patrimônio, e que somente minha alma me torna um ser especial.